A Tendência pelas Clean Slate Brands

A Tendência pelas Clean Slate Brands

A Tendência pelas Clean Slate Brands


O consumidor esta mudando. Ele hoje se sente mais seguro para aderir a novidades e, no lugar das marcas ilustres e confiáveis, começa a dedicar a sua atenção para novas marcas que começam do zero.

Um estudo recente feito pela trendwatching.com identificou um novo grupo de consumidores que se sente atraído pelas “clean slate brands”, ou seja, marcas que estão começando do zero (sem legado ou história): mais novas, melhores, mais rápidas, limpas, abertas e interativas.

Essa tendência é impulsionada por uma mudança profunda nas preferências dos consumidores. Antes, todo conceito de marcas repousava sobre a ideia de que os consumidores precisavam de símbolos reconhecíveis e confiáveis, lapidados ao longo de anos. Hoje, reconhece-se que os consumidores ficam imediatamente à vontade para aderir a novas marcas, produzindo uma espécie de “confiança instantânea”.

É o caso de muitas startups, como o Simple, um banco digital focado em serviços ao consumidor, que começou suas operações em julho de 2012. Apesar de não possuir o legado, nem a presença física de um banco tradicional, ele começou a atender a uma lista de espera de 125 mil clientes, formada desde que seu lançamento foi anunciado em 2010.

Um dos fatores que contribuem para esse fenômeno, segundo o trendwatching.com, é o reconhecimento imediato. Como as experiências são mais compartilhadas, os consumidores se sentem mais seguros para adotar novidades. De acordo com uma pesquisa realizada pela Nielsen, 92% das pessoas confiam mais nas recomendações de amigos e familiares do que em qualquer publicidade, um crescimento de 18% desde 2007. Outro dado importante, é que a opinião dos consumidores online é a segunda fonte mais confiável de informações sobre marcas, com uma taxa de 70% de confiança.

Neste sentido, as “clean slate brands” contam com uma habilidade natural para se conectarem com seus consumidores, estabelecendo uma comunicação mais participativa e menos cerimoniosa. Um exemplo é o Waze (adquirido pela Google nesta semana), um aplicativo de trânsito e navegação para smartphones de origem israelense, que conta com a contribuição dos usuários para atualizar suas informações, garantindo assim a sensação de que possuem uma relação importante com a marca. Como resultado, em 2012 este app aumentou a sua base de usuários de 10 milhões para 36 milhões de pessoas.

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